O Sentir como Método
O processo criativo de Claudia Carmona começa pelo sentir. Antes de qualquer gesto técnico, há uma escuta profunda — do material, do espaço, do tempo. A madeira não é escolhida: ela se apresenta. Cada tronco, cada nó, cada fissura carrega uma história que antecede a artista e que ela aprende a ler com as mãos.
Este método sensorial define toda a prática: o toque precede a forma, a intuição guia o cinzel. Não há esboço prévio porque a escultura já existe dentro da madeira — cabe à escultora revelá-la.